
Morreu na tarde deste domingo o fotógrafo Mario Cravo Neto, 62, em Salvador, na Bahia. Ele estava internado no Hospital Aliança e morreu de câncer de pele, por volta das 17h.
Por volta das 20h, o corpo permanecia no local. Segundo a hospital, o corpo será cremado nesta segunda-feira (10), no Cemitério Jardim da Saudade às 11h.
Nascido em 1947 em Salvador (BA), Cravo Neto começou na arte aos 18 anos, desenvolvendo trabalhos em escultura e fotografia --veja alguma de suas obras neste vídeo. Ele participou de cinco bienais de São Paulo (1971, 1973, 1975, 1977 e 1983), além de inúmeras mostras de fotografia na Europa e nos EUA.
Filho do escultor Mario Cravo Júnior, Neto também colaborou com as revistas "Popular Photography" e "Câmera 35".
Sua obra é conhecida pelo diálogo com a religiosidade, com os cultos afro-brasileiros e por sua forte ligação com a Bahia. Lançou diversos livros, sendo o mais recente "O Tigre do Dahomey:A Serpente de Whydah", de 2004.
Por volta das 20h, o corpo permanecia no local. Segundo a hospital, o corpo será cremado nesta segunda-feira (10), no Cemitério Jardim da Saudade às 11h.
Nascido em 1947 em Salvador (BA), Cravo Neto começou na arte aos 18 anos, desenvolvendo trabalhos em escultura e fotografia --veja alguma de suas obras neste vídeo. Ele participou de cinco bienais de São Paulo (1971, 1973, 1975, 1977 e 1983), além de inúmeras mostras de fotografia na Europa e nos EUA.
Filho do escultor Mario Cravo Júnior, Neto também colaborou com as revistas "Popular Photography" e "Câmera 35".
Sua obra é conhecida pelo diálogo com a religiosidade, com os cultos afro-brasileiros e por sua forte ligação com a Bahia. Lançou diversos livros, sendo o mais recente "O Tigre do Dahomey:A Serpente de Whydah", de 2004.
Na obra do artista baiano, há uma cumplicidade afetiva com o objeto fotografado. É o profundo conhecimento do universo que retrata que permite a ele criar imagens que combinam rigor técnico e formal a uma forte carga emocional. Conhecido pelo olhar único com que retrata a religiosidade afro-brasileira, Cravo Neto apresenta aqui sua primeira instalação concebida para vídeo, que indica uma nova fase. O nome da obra está associado a um sonho em que Exu, o orixá mensageiro, olha o mundo do alto. Ela evoca o mar, a luz de espaços abertos, a história do Solar do Unhão, antigo complexo colonial com casa-grande e senzala. Nela, o mar é uma passagem entre dois mundos, o Brasil e a África. “A fotografia de Mario Cravo Neto não pode jamais ser pensada como um exercício de maestria técnica. É o veículo utilizado para materializar idéias, visões e arranjos da realidade. Não devemos nos prender a princípios formais para apreciar sua obra, apesar da destreza com que cria imagens que nos seduzem, ora por uma sensualidade que as torna deliciosamente táteis, ora por uma solenidade particular do objeto retratado”, diz a curadora Solange Farkas.

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