A obra em questão era Elizabeth Taylor, em que o rosto da grande diva era formado por milhares de diamantes.Mas a obra que estava a venda , e a mesma que intregrou a exposição do Masp era uma foto. Em que se tinha a certeza ao olhar que ali, havia os diamantes. A obra estava a venda na SP ARTE por 500mil reais. E haviam ávidos colecionadores loucos para comprá-la !!.
Bem voltando a expo do Masp ...
Fiquei impressionado com a qualidade e a perfeição das suas obras. Assim como as outras pessoas que estavam na expo, também só rasgavam elogios. A série de obras, em que retrata crianças, usando açucar é incrivel e de uma perfeição extraordinária. Assim como as obras feitas com brinquedos infantis, outras usando linha de algodão(usada normalmente para costurar roupas) em que se vê ao longe as formas. Quando vi pensei que fossem feitas com nanquin, ou carvão. Mas quando cheguei perto fiquei embasbacado e maravilhado, ao ver que eram linhas de algodão sobrepostas formando os desenhos. As outras obras da serie em que fez rostos com diamantes, de grandes nomes do cinema também é espetacular. Pois ao ver as obras ao longe, o espectador acha que os diamantes(milhares !!) estão ali, embaixo do vidro da obra. Mas ao chegar perto , temos a real noção de que é apenas uma fotografia. A fotografia tem uma grande importância na carreira de Vik Muniz. Uma de suas grandes paixões é a fotografia, e ele após criar suas obras, as fotografa e nos deixa perplexos com tamanha precisão e qualidades. Estava me esquecendo das obras feitas com chocolate derretido, formando figuras, rostos. Que ao longe parecem ser tintas, mas ao ver de perto constatamos tratar-se de chocoltate!!. E ainda temos a série feita com caviar, também formando figuras e formas abstratas, que nos deixam boquiabertos com taamnha criatividade e originalidade !!.
Na série de obras que usa lixo, nos mostra catadores de lixo de Gramacho encarnando personagens de obras consagradas, recriadas com o material recolhido do próprio aterro sanitário onde trabalham.
Dedicado inicialmente à escultura, Muniz percebeu, no início dos anos 90, que ao documentá-las através da fotografia encontrava um resultado artístico melhor aos seus propósitos do que com as esculturas em si, e desde então resolveu unir as duas linguagens, às quais somou outras como desenho, pintura, colagem etc. Não por acaso, foi a partir desta mudança que seu trabalho chamou a atenção dos críticos e instituições de arte de Nova Iorque e, em seguida, do resto do mundo. Hoje suas obras estão em acervos particulares e galerias de diversos continentes e em museus como o Tate Modern e o Victoria & Albert Museum, em Londres; o Getty Institute, em Los Angeles; e o MAM de São Paulo. Vik Muniz é ainda o único brasileiro vivo a figurar no livro 501 Great Artists: A Comprehensive Guide to the Giants of the Art World, da Barron´s (ao lado do carioca Hélio Oiticica, falecido em 1980).
A relação do material utilizado com o tema não é acidental: a série ‘Sugar Children’ (Crianças de açúcar), de 1996, reúne retratos recriados com açúcar de crianças que o artista conheceu no Caribe, cuja doçura pueril ainda não havia se transformado no amargor da vida de seus pais, trabalhadores em regime semi-escravo nos canaviais locais. Seu trabalho é constantemente apontado como uma fusão entre dois extremos da arte: visualmente impactante, sua obra tem se mostrado ao mesmo tempo facilmente apreendida pelo observador comum, assim como tem agradado o olhar treinado do colecionador de arte. Aceitação ampla que talvez se explique em parte através do que Vik acredita ser primordial na arte: “O artista faz só metade da obra, o observador faz o resto”, afirma. E vai além: “Eu faço arte para poder observar pessoas a observarem minhas obras”. Um grande artista brasileiro consagrado mundialmente, que nos enche de orgulho.
E cada vez mais vez conquistando fãs em todo mundo !!.

Nenhum comentário:
Postar um comentário